quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Conselho Estadual de Política Cultural faz sua primeira reunião em 2017

Em reunião extraordinária, que aconteceu nesta terça-feira (31/01), na Escola de Música Villa-Lobos, Centro do Rio, o Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC RJ) retomou os trabalhos, com objetivo de fazer uma análise da conjuntura atual, nos âmbitos estadual e dos municípios, no campo da cultura e de firmar o seu planejamento de trabalho, com vistas a manter o estado mobilizado em torno dos avanço  para efetivação do Sistema Estadual de Cultura do RJ, iniciando os estudados, por exemplo, das ações do Plano Estadual de Cultura. O Plano faz parte do Sistema Estadual de Cultura, cuja estruturação começou a partir do ano de 2010, por meio de conferências regionais com a presença de gestores e artistas, e participação da sociedade através da internet, num trabalho conjunto da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), sociedade civil e Comissão de Cultura da Alerj.

O Conselho Estadual de Política Cultural tomou posse na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no dia 30 de maio de 2016, com 36 representantes e seus respectivos suplentes. Ainda no ano passado, o CEPC RJ, representando a vontade da classe artística no estado e de trabalhadores do setor cultural, liderou o movimento de permanência da Secretaria de Estado de Cultura no organograma do governo como secretaria. Frente ao movimento #Fica SEC, o governador Luiz Fernando Pezão anulou o Artigo 6 do Decreto 45809, que transformava a SEC numa subsecretaria da Secretaria de Ciência e Tecnologia.


- É muito bom saber que continuamos podendo contar com a Secretaria de Cultura como ela é hoje, para focarmos em questões que ainda são muito urgentes - comentou Écio Sales, vice-presidente do CEPC RJ e um dos organizadores da Festa Literária Internacional das Periferias (Flupp) - A gente vive uma crise, não só financeira, mas em diversas frentes. A Secretaria tem uma gestão sensível às questões da cultura no estado, e faz com que a gente foque na resolução dos problemas. Mesmo a gente sabendo que não haverá o recurso financeiro num curto prazo, pelo menos a gente sabe que tem um espaço que nos dá capacidade de articulação, motivação e condições de conduzir nossas questões culturais num plano institucional, no mínimo, nas diversas áreas, com diversas linguagens, e nas diferentes regiões.


O encontro desta terça-feira contou com a presença de representantes de todos os segmentos que compõem o Conselho. A ensaísta, escritora, editora, crítica literária e pesquisadora, Heloisa Buarque de Hollanda, é membro titular na área de Relevância Cultural. Ela chamou a atenção para a importância da existência do CEPC para o estado do Rio de Janeiro.


- A cultura são múltiplos saberes, múltiplas políticas, múltiplas cabeças, múltiplas linguagens. Uma das melhores coisas que a Secretaria de Cultura do estado fez, por iniciativa da Eva Doris, foi a criação desse novo conselho de cultura. A ideia de um conselho de gabinete pode não fazer tanta diferença, mas acho que esse aqui tem uma diferença absurda de natureza, porque é formado por pessoas que podem falar sobre cultura, porque fazem cultura. Neste conselho acho que o estado está falando em conjunto, sinfonicamente.


Eva Doris Rosental corroborou a força e importância do Conselho, e lembrou o momento de transição pelo qual os municípios vêm passando. A secretária é membro do CEPC RJ, como um dos representantes do Poder Público.


- O Conselho, ancorado nos municípios, nas regiões, e também na capital, tem se mostrado, de fato, em seu poder e sua riqueza, um instrumento fundamental para o estado. Passadas as eleições municipais, estamos alinhando as nossas ações para que a gente possa exercer as nossas atividades em todas as regiões.  Na Secretaria de Cultura temos recebido a visita de novos prefeitos e seus secretários. Os esforços e entusiasmo continuam. A reunião de hoje, que seria extraordinária, na verdade transformou se em ordinária, porque já estão sendo formados aqui os grupos de trabalho em torno do Plano Estadual de Cultura.


Com uma agenda que inclui o Programa Estadual de Formação e Qualificação Cultural, com destaque para a realização do I Seminário Estadual de Formação Cultural e Artística do Rio de Janeiro e a efetivação dos Fóruns de Segmentos Artísticos abrangendo o maior número possível de municípios, o CEPC RJ inicia também as articulações para as Conferências Municipais de Cultura, e para a Conferência Estadual de Cultura, que deverá acontecer em outubro.


Cleise Campos, Mestre em História Social e Política do Brasil, pesquisadora em História Cultural e Políticas Culturais, eleita como a primeira presidente do Conselho em 27 de setembro de 2016, empenha-se na mobilização, organização e preparação das muitas etapas de trabalho para 2017.


- Temos nas mãos importantes desafios esse ano - Fechar as ações e metas do Plano Estadual de Cultura até Junho é um deles. Outro destaque é acompanhar a realização do I Seminário Estadual de Formação Artística e Cultural,  onde discutiremos a cultura, mais uma vez, com pessoas de todas as regiões do estado.  O I seminário vai dar subsídio para que a SEC regulamente o nosso programa de formação e qualificação cultural. Em 2017 o CEPC RJ continua com as suas atribuições, auxiliando a SEC na efetivação do Sistema Estadual de Cultura. Esse conselho tem um papel que é histórico porque tudo aqui está em sua primeira vez. Estamos fortalecidos, e na convicção de que a política cultural do estado está assertiva.


Colaboração de Sandra Menezes










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